Pausa para Criatividade
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
O fim do homem Soviético
Prémio Nobel de Literatura 2015
Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria.
Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem.
Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch
reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando
voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os
desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter a
memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por
trás de uma grande utopia.Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria.
Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem.
fonte:http://www.segredodoslivros.com/sugestoes-de-leitura/o-fim-do-homem-sovietico.html
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Poema de sete faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade ANDRADE, C. D. Poesia até agora. Rio de Janeiro: J. Olympio, Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
1948.
Fonte:http://pensador.uol.com.br/frase/MjIzNjA4/
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Literatura Africana
Na metade do século XX, na África, as obras literárias serviam para denunciar aquilo que não estava correto, mostrar os contrastes políticos e sociais e conclamar as pessoas para a necessidade de mudança. O Nova África desta semana revela alguns dos escritores que fizeram e ainda fazem a história do continente africano.
Em uma viagem pelo arquipélago de Cabo Verde, o programa conta a história de um dos maiores representantes da literatura do país: Gabriel Mariano. Por meio de entrevistas com pessoas como o escritor Danny Spinola, o programa mostra como esse juiz de direito, poeta e contista virou referência em sua geração. Com forte influência de escritores brasileiros, Gabriel Mariano utilizou de seus poemas e contos para reivindicar a saída dos colonizadores portugueses de seu país.
De Cabo Verde o programa segue para a África do Sul para conversar com uma das mais renomadas escritoras africanas da atualidade: Nadinde Gordimer. Apesar dos 90 anos, ela desenvolve ideias e obras com a mesma vitalidade que sempre teve para lutar por um país mais justo. Na entrevista, a vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 1991, fala sobre a sua luta contra o apartheid, a repressão e o seu descontentamento com as desigualdades observadas por ela.
Já em Moçambique o programa revela, por meio de escritores e estudiosos, a trajetória e um pouco da obra de José Craveirinha. Considerado o Camões do país, Craveirinha resgatou a tradição africana de contar histórias e por meio de suas palavras transformou livros em verdadeiras bandeiras contra o colonialismo português.
Fonte: http://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/episodio/a-literatura-africana
Em uma viagem pelo arquipélago de Cabo Verde, o programa conta a história de um dos maiores representantes da literatura do país: Gabriel Mariano. Por meio de entrevistas com pessoas como o escritor Danny Spinola, o programa mostra como esse juiz de direito, poeta e contista virou referência em sua geração. Com forte influência de escritores brasileiros, Gabriel Mariano utilizou de seus poemas e contos para reivindicar a saída dos colonizadores portugueses de seu país.
De Cabo Verde o programa segue para a África do Sul para conversar com uma das mais renomadas escritoras africanas da atualidade: Nadinde Gordimer. Apesar dos 90 anos, ela desenvolve ideias e obras com a mesma vitalidade que sempre teve para lutar por um país mais justo. Na entrevista, a vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 1991, fala sobre a sua luta contra o apartheid, a repressão e o seu descontentamento com as desigualdades observadas por ela.
Já em Moçambique o programa revela, por meio de escritores e estudiosos, a trajetória e um pouco da obra de José Craveirinha. Considerado o Camões do país, Craveirinha resgatou a tradição africana de contar histórias e por meio de suas palavras transformou livros em verdadeiras bandeiras contra o colonialismo português.
Fonte: http://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/episodio/a-literatura-africana
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